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quinta-feira

Epica Biografia


Fundada em abril de 2002 pelo ex-integrante do After Forever, Mark Jansen, a banda holandesa Epica é uma tradução fiel das inovações musicais que tomaram a cena do metal nos últimos anos. A soma das guitarras com corais no estilo de música sacra, uma vocalista soprano, violinos, cellos e pianos, compõem sua fórmula sofisticada. Apesar de recém formada, o Epica está entre as principais referências do estilo.
Inicialmente a banda chamava-se Sahara Dust e contava com a participação provisória da vocalista norueguesa Helena Michaelsen (ex Trail of Tears). Porém, em outubro de 2002, Simone Simons com apenas 17 anos de idade, recebeu o convite de Mark Jansen para ser a vocalista definitiva. Em novembro, a banda entrou no Excess Studio na cidade de Rotterdam (onde o After Forever gravou Prison of Desire), para gravar a demo Cry For The Moon, que seria lançada no mês seguinte. Este trabalho traz apenas a faixa título e Illusive Consensus. A primeira apresentação ao vivo ocorreu no dia 15 de dezembro, em Tilburg, Holanda.

Em janeiro de 2003 no Gate Studio da Alemanha, iniciaram as gravações do álbum de estréia The Phantom Agony. Em março, após algumas reuniões entre os integrantes surgiu a idéia de trocar o nome da banda. Segundo Simone Simons: "Epica é um lugar do universo onde nós podemos encontrar as respostas para as mais importantes perguntas sobre a vida. A maioria de nossas letras é parecida com o significado de Epica. E o Kamelot acabava de gravar seu álbum intitulado Epica. Nós adoramos o título. A maioria dos membros, incluindo eu, adora ouvir Kamelot. Então decidimos mudar o nome para Epica".
Lançado em junho de 2003, The Phantom Agony conta com nove faixas e uma produção musical riquíssima de Sascha Paeth (produtor do Rhapsody, Kamelot, Angra, entre outros) com uma fortíssima influência da música árabe, nítida na faixa Seif al Din, e do metal melódico. Os vocais são divididos entre a belíssima soprano Simone Simons e a voz "demoníaca" de Mark Jansen. A participação de oito vozes compondo o coral atribui um aspecto grandioso, especialmente na faixa de abertura Adyta, cantada em latim. A sétima faixa intitulada Run for a Fall escrita por Mark Jansen, disserta sobre sua saída do After Forever. Façade of Reality aborda os atentados de 11 de Setembro, incluindo um trecho com declarações de Tony Blair; provando que existe uma consciência humanista e social entre os integrantes, sobretudo Mark Jansen, compositor de sete músicas neste álbum.

Durante o ano de 2003, a banda fez várias apresentações na Holanda, além de Bélgica e França. Em setembro, os fãs são presenteados com o clipe da música The Phantom Agony. Este vídeo evoca uma atmosfera medieval, mística e grandiosa. Em outubro foi lançado o single The Phantom Agony, que traz a faixa título em duas novas versões, além de Façade of Reality e a inédita Veniality. Em janeiro do ano seguinte, chega às lojas o single Feint, que traz esta música na versão original e "piano version"; além da reedição de Seif al Din e a nova Triumph of Defeat. No mês seguinte é a canção Feint que ganha uma versão em vídeo. Em maio é lançado outro single: Cry for the Moon. Este trabalho conta com quatro faixas, Cry for the Moon e Run for a Fall em duas versões cada. Finalmente em setembro de 2004, é lançado o DVD We Will Take You With Us, com os clipes, Making Off e trechos inéditos da banda em apresentações acústicas, ao vivo e em estúdio.

Os shows continuaram em 2004. Na Europa as apresentações passaram pela Inglaterra, Alemanha, Turquia, Espanha, Portugal e outros países. Em dezembro, os mexicanos tiveram o prazer de acompanhar de perto o Epica em nove shows. No final deste mesmo ano, a banda voltou aos estúdios para a gravação do segundo álbum: Consign to Oblivion. Este trabalho, abordando a cultura Maia, foi lançado em abril de 2005 e traz onze faixas mixadas pelo alemão Sascha Paeth e pelo brasileiro Philip Colodetti.
Em setembro do mesmo ano é lançado o álbum The Score – An Epic Journey. Este trabalho diferencia-se dos demais, porque algumas faixas foram gravadas, originalmente, para compor a trilha sonora do filme holandês Joyride. Mark e sua turma devem ter gostado da idéia e dedicaram-se a compor um álbum inteiro.
No total, 20 faixas compõem este disco; sendo que Trois Vierges (em duas versões), Quietus e Solitary Ground foram resgatadas de Consign to Oblivion. O resultado de The Score é uma composição autenticamente "épica". Foram retiradas as guitarras, os contra-baixos e a bateria; as cordas ganharam destaque juntamente com os corais e a voz de Simone Simons.
Em outubro, o Epica lançou ainda o single Quietus. Este trabalho traz duas versões: a primeira com duas faixas e a segunda com quatro. Além da música-título, Quietus, que também ganhou uma versão vídeo-clipe, o single conta também com as inéditas Linger e Crystal Mountain. Ainda, no final de 2005, a banda realizou uma turnê pela América do Sul apresentando-se, inclusive, em diversas capitais brasileiras.
Apesar da extensa agenda de shows e eventos que marcaram 2006, pode-se afirmar que este foi um ano de mudanças. Inicialmente, a banda fica sem gravadora após a falência da Transmission Records e ainda entra em uma disputa jurídica para obter os direitos de edição das próprias músicas. Em maio, a banda lança o songbook The Road to Paradiso contendo material gravado ao vivo e duas faixas inéditas. Paralelamente, o baterista Jeroen Simons deixa a banda enquanto Mark Jansen e Simone Simons terminam o namoro. Em dezembro, a banda anuncia a inclusão de Ariën van Weesenbeek (do God Dethroned) para ocupar a função de baterista.
No fim de março de 2007, o Epica volta a se apresentar em festivais e turnês, incluindo uma breve visita à Argentina e vários shows na América do Norte. Em abril, é assinado um contrato com a gravadora Nuclear Blast, enquanto estão sendo finalizadas as gravações do novo trabalho.
O álbum The Divine Conspiracy é lançado em agosto de 2007 e segundo Mark "é bem mais espontâneo porque Simone está mais experiente agora". Este trabalho, que aborda a relação entre Deus e as religiões, foi gravado no "Gate Studio" com Sacha Paeth e traz 13 faixas, com destaque para Never Enough (que foi lançada também como videoclipe) e soa como o mais pesado de sua discografia.

quarta-feira


Traduzido por Diego Camara Em 26/08/09 Fonte: Darkside



A vocalista Simone Simons e o guitarrista Mark Jansen do EPICA foram entrevistados pelo site russo Darkside. Confira abaixo os principais trechos da conversa.

No dia 8 de maio vocês lançaram o "The Classical Conspiracy", que foi gravado no dia 14 de junho no Miskolc International Opera festival, na Hungria. Como vocês vieram com a ideia de gravar as composições clássicas?

Simone: "Eu sempre quis um show com uma orquestra de verdade e corais, e nós tivemos um pequeno show, alguns anos atrás, então tivemos um gosto disso. Orquestração e corais são realmente grande parte da nossa música, e nós sempre quisemos fazer isso ao vivo, e na Hungria nós finalmente tivemos uma chance, mas não foi para um DVD, foi para um CD. Algum tempo antes o Therion também gravou um show com uma orquestra lá. Tivemos que fazer os arranjos de nossas músicas e ensaiar as que nós iríamos tocar em um espaço pequeno de tempo, e também decidimos gravar o show, e isso também é bastante difícil".

O CD consiste de duas partes - a parte clássica e as músicas que vocês normalmente tocam no Epica. Então a pergunta para Simone: o que você gostar mais? Cantar em um estilo clássico ou da maneira que você normalmente faz no EPICA?

Simone: "Boa pergunta! Nesse show as duas coisas que eu amo foram combinadas. Eu gosto bastante das duas [maneiras]. Para mim cantar apenas ópera se torna entediante depois de um tempo, e o Epica é boa parte de minha vida. Eu faço parte de diferentes projetos também, gosto de explorar lados diferentes da minha voz. 'All By Myself' foi a primeira música que comecei a cantar quando tive aulas de canto".

E o que é mais difícil para você em termos de performance?

Simone: "Bem, eu comecei com aulas de canto clássico. Depois do Epica eu fiquei maior e maior. Cantar música clássica era melhor para mim, mas estar no palco com o Epica é mais legal, pois eu posso ser eu mesma, posso ser boba e engraçada no palco. E quando você está no palco com música clássica você tem que ter respeito por ela, você deve se encaixar na função, e no Epica eu posso fazer o que eu quiser".

O seu próximo álbum é chamado "Design Your Universe". O que vocês querem dizer com esse título? É sobre aperfeiçoar o mundo que vivemos, para criar um mundo melhor?

Mark: "'Design Your Universe' basicamente significa que você pode criar seu próprio mundo. As pessoas estão sempre queixando-se que o mundo é uma merda, que o governo é uma merda, mas eles não pensam que eles mesmos são responsáveis por isso. Eles não podem jogar toda a responsabilidade para o alto e culpar todo mundo. E nós dizemos - olhe para si mesmo e 'design your universe' [desenhe seu universo], isso significa que você pode criar seu próprio universo. Você é a calculadora deste mundo. Isso é basicamente o que significa o título, mas o interior do álbum toca em diversos temas e vocês irão entender tudo com as letras".